Favela Paraisópolis (Grotão)

Apesar de situado na área central, o Grotão está ligado aos sistemas de circulação apenas por uma via. Isolada, com erosões e deslizamentos, é uma das muitas áreas de alto risco. A remoção dos moradores criou um vazio no tecido antes denso.

Planeja-se ocupar esse vazio com áreas produtivas e públicas, com um projeto social voltado para o crescimento dos assentamentos e melhoria da infraestrutura. Além de estabilizar o solo eliminando a erosão, a intervenção une o tecido urbano e o integra ao programa composto de equipamentos esportivos, centro comunitário, produção agrícola, comércio, transporte, infraestrutura, novas moradias e escola de música.

Na zona mais baixa estariam um ponto de ônibus, o campo de futebol, um centro comunitário e a escola de música, com salas de aula e de apresentação e estúdios de gravação.

Esse espaço musical, vital para a área, leva música para as favelas, atendendo todos os jovens. A mais elevada contém novas moradias para substituir aqueles removidos das áreas de risco. Espaços comerciais, no primeiro nível, são uma atração para a rua.

Os arquitetos devem se tornar um elo entre o planejamento de “cima para baixo” e as iniciativas de “baixo para cima“, acabando com as discórdias. A prioridade será prover a comunidade com infraestrutura necessária, além de prover com equipamento as áreas de saúde, educação, cultura e esporte. O modelo proposto visa adequar soluções espaciais às necessidades da sociedade, igualdade ao acesso à moradia, emprego, tecnologia, serviços, educação e recursos – direitos fundamentais para um morador de qualquer cidade.

           

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